sexta-feira, 3 de abril de 2009

A gente finge. E bem.

Eu achava que o universo feminino era bastante conhecido entre os homens, mas, depois de um tempo, vi o quão equivocada eu estava. Principalmente no que diz respeito ao orgasmo. Deixa eu contar uma coisa, meninos: as mulheres fingem. É verdade sim, mesmo que sua namorada esteja do seu lado dizendo que é mentira minha. No fundo ela está pensando “essa rapariga quer foder meu namoro!”. Amiga, antes que eu consiga foder seu namoro, é melhor você confessar ao seu namorado que você também finge, senão quem vai acabar sem foder aqui é você.

Pois é, gente. Mulheres fingem mesmo. E não é porque são frígidas ou inexperientes. Essa inclusive é uma das grandes vantagens de ser do sexo frágil. Enquanto os homens broxam por conta do cansaço, estresse do cotidiano, e ainda têm que ouvir aquela balela da amada “amor, relaxa, acontece com todo mundo” (acontece uma porra com todo mundo!), nós, mulheres, podemos nos utilizar desse artifício divino para escapar de algumas situações desconfortáveis e sem deixar nossos parceiros frustrados e ainda com mais chances de broxar na próxima vez.

Mas, antes que a ala feminina me entenda mal, explico que a culpa para apelarmos para esse espetáculo teatral de gritos e gemidos é dos homens. Exato, da macharia que acha que abala o bangu em chamas. Essa turminha vê um videozinho chinfrim de pornô-chanchada e se acha o Alexandre Frota da geração. Para os fãs e adeptos, gostaria de avisar que aqueles vídeos de Alexandre Frota só podem ser para veados, porque mulher não sente tesão por um coroa, ex-galã global, que fazia sucesso em novela das oito quando a gente nem conseguia ficar acordada até esse horário. Além disso, se acesso ao youporn.com ajudasse, a indústria de apetrechos sexuais pararia de fabricar vibrador.

Continuando, o problema é que os homens já chegam chegando, se achando a última coca-cola (light, por favor) do deserto. Tem uns que até curtem umas preliminares (o que é um ponto positivo), mas terminam vacilando logo nela. Vão logo avacalhando, achando que o clitóris é um botão “player” que tem escrito “keep pressing all night long”. Para os leigos, explico: da mesma forma que apertar forte e inúmeras vezes o botão do elevador não vai fazê-lo chegar mais rápido, apertar a membrana feminina dessa forma não vai fazer a mulher gozar.
Pior é quando tentam dar uma de viris e descolados e rasgam nossa melhor lingerie de 300 reais, com a mais pura convicção de que vamos ver estrelas de tanta excitação por tal gesto demasiadamente cavalo. Gente, eu sei que às vezes é complicado segurar o ímpeto sexual, mas façam um esforcinho e dêem uma olhadinha na etiqueta da calcinha antes. É fácil: Renner, Marisa, okay, vai em frente. Fruit de La Passion, favor retirar delicadamente.

Outro fator importantíssimo: nossos cabelos fantásticos não são crinas de cavalos selvagens para serem puxados com toda força durante o sexo. Nós gastamos tempo e dinheiro para que eles ficassem lindos daquele jeito, e gostaríamos se, ao menos, eles pudessem continuar presos ao nosso couro cabeludo. Existem mulheres que curtem uma certa violência na cama; acho até saudável esse tipo de expressão sexual, mas saibam que não é um consenso geral. Essa frase idiota de “toda mulher gosta de apanhar, mas nem todo homem gosta de bater” do sadomasoquista do Nelson Rodrigues deve ser para justificar a falta de approach e aderência dele.

Pulando para o “vamos ver”, (tem vezes que a mulherada termina sem ver nada) a macharia termina sendo egoísta. Só quer saber de atingir o clímax, não pensa no prazer em comum, e termina fazendo de qualquer jeito, apressado mesmo, tipo cadela no cio. É o famoso “self-service”: comeu, acabou, lavrou. Na boa, a tecnologia avançou, já existem réplicas perfeitas de boneca inflável da Preta Gil (para os mais excêntricos) à Luana Piovanni, a seu gosto e critério. Mas não, os mocinhos se recusam a apelar para as moças emborrachadas e terminam descontando na gente com aquele sexo mecânico, que mais parece uma simulação com o Robocop na velocidade 3, sem nem sequer inovar na posição (papai-mamãe = “pegar na bunda é coca-cola”).

Aí, o que acontece: a mulher vai ficando emputecida e acaba fingindo que está gozando também, pra terminar logo aquela palhaçada. Dá lá seus gemidos, faz seu papel de boa parceira sexual, e já fica pensando que vai trocar aquela blusa da Ralph Lauren que comprou de aniversário para ele pela versão atualizada do Kamasutra.

Portanto, garotos que se encaixam no perfil, sejam mais perspicazes na hora H, porque olhar para a cara de suposta satisfação da sua companheira não é garantia de boa performance; vocês vão terminar nadando e morrendo na praia (leia-se: levando chute na bunda ou um par de gaia). E também vão perceber como suas namoradas vão começar a ter enxaquecas alucinantes com absurda freqüência e ficar menstruadas mais de uma vez no mês.

2 comentários:

  1. Da vontande de encaminhar esse texto. HAHAHAHAHA muito bom. A parte do cabelo tá perfeita. hahahaha

    ResponderExcluir
  2. Ah, eu vou encaminhar com certeza.
    Muito bom, muito gostoso de ler. Parabéns!

    ResponderExcluir