segunda-feira, 4 de maio de 2009

Inferno astral existe. Eu juro.

Sempre fui dessas pessoas céticas, chatinhas mesmo, de contestar tudo aquilo que não se baseie em uma fórmula empírica einsteiniana. Uma das coisas que mais me irrita no mundo é a tal da astrologia e a sua massa de seguidores idiotas que acreditam e vivem a vida em função de horóscopo de jornal. Como o simples fato de, no dia em que você nasceu, saturno estar mais próximo da terra e júpiter não estar alinhado com o sol pode influenciar na sua personalidade? Com certeza, a astrologia foi criada por um desses seres com QI dois pontos acima do de uma ostra, que se aproveitou na imensa quantidade de topeiras que existem no mundo para fazer crível essa tese.


Pois bem, retiro tudo o que eu disse. O inferno astral existe, eu juro. Passei muito tempo resistindo à sua existência, mas os anos me mostraram, quase que esfregando na minha cara, que ele está aí, bombando e infernizando a vida de todo mundo. Se fosse mentira, como explicar a quantidade de merda que acontece com você mais ou menos um mês antes do seu aniversário? Se somar todos os acontecimentos infelizes dos outros meses do ano, não dá nem metade. É como se Murphy tivesse dado uma camada de pau no seu anjo da guarda e ocupasse o lugar dele.


Por isso que você, em míseros trinta dias, consegue bater o carro, afogar seu celular na privada, caminhar no calçadão e pisar em cocô de cachorro, ter uma TPM interminável, quebrar um dente (se você ainda não tiver tirado os sisos, a hora vai ser essa) e pegar a gripe da estação. Se não tiver nenhuma, com certeza seu organismo vai absorver algum vírus transmitido por um ácaro que veio do sul da malásia, mas você vai ficar doente. É fato.


É por isso que se ganha presente no dia do aniversário. Não é uma forma que todos têm de expressar carinho e comemorar seu nascimento, e sim um prêmio de consolação por ter conseguido sobreviver a esse trânsito astrológico, em que Deus vira as costas pra você e diz “se vira”.


Portanto, se você for sábio (e vagabundo), fique em casa durante esse tempinho, arriscando somente jogar um dominó ou paciência no baralho (nem use computador, é capaz de pifar só em você ligar). Caso você tenha vida própria, se abrace num galho de arruda, vá se benzer e não conte com a sorte: ela vai estar bem longe de você.

2 comentários:

  1. No mundo dos católicos isso seria o famoso "jogou pedra na cruz"...
    ótimo texto!

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  2. Haha adorei amiga! Alias... o meu esse ano foi infernal! Basta dizer que em uma noite bati o carro, fui dormir arrasada. Acordei e indo pro trabalho bati novamente! Ne lindo isso?!
    Viva os astros!

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